Saturday, 1 November 2008

i don't need to make sense

3 livros em 1 mês. 3 livros, páginas jogadas, dias inteiros e pesquisas desesperadas. inspiração que corre solta pela janela e mistura de tudo quanto é vontade de escrever com tudo que aparece clara e nitidamente na minha cabeça. sabe deus porque eu fechei os comentários aqui - and who cares after all?

sabe, a pior coisa que existe é NÃO conseguir expressar o que você tem na cabeça. parece que prende, sufoca, entala. e embora eu leia desesperadamente, embora eu tente arduamente definir o que vai ser daqui pra frente, ouça músicas e veja filmes e desperdice páginas no word com frases dignas de ir pro lixo, nada nada nada expressa o "você" que agora dança na minha cabeça dia e noite. ou o mundo paralelo que você acompanha, que você trás pra mim a cada abraço quente. talvez não haja como expressar, seja paralelo demais e todo mundo sabe que eu nunca soube muito bem escrever sobre fantasia. engraçado, inclusive, a rainha dos contos-de-fada não saber expressar os que ela tem dentro da sua cabecinha estranha.

mas, é, é como um filme do tim burton. talvez as sombras magníficas que se formam nas paredes do meu quarto estejam predestinadas a ficar lá enquanto eu não souber falar. talvez meus textos estejam predestinados a fazer cada vez menos sentido enquanto eu me caso de vestido e véu branco com a minha imaginação surrealista. enquanto me caso de vestido e véu branco com você e meu reino de risadas espalhadas. meu quarto é, de fato, um poço de pensamentos misturados e inventados, uma sopa de universos imaginários. mas nenhum sai daqui e nenhum entra em mim. eu espalho, eu assopro mas eles desaparecem. são como monstros embaixo da cama ou fantasmas incolores. então eu tento, tento, tento, tento buscar algum deles, tento deixar de lado minha crítica obsessiva, tento voltar a mandar o mundo inteiro se foder diante do que EU bem quiser escrever (talvez esse seja o objetivo de tirar os comentários). e tento, principalmente, tirar você de mim porque, assim, talvez, você traga junto todo o resto. ou talvez porque quando você estiver escrito eu vou poder, finalmente, respirar e abrir os olhos pro resto. talvez, muito provavelmente, você é quem esteja bloqueando o trânsito. e talvez eu é que seja a boba porque sempre quis escrever as pessoas que moravam dentro de mim pra expelir elas e só o que dei a elas foi imortalidade. mas talvez - e isso é certo - você seja diferente de tudo. de fato, diferente de tudo e a personificação do que me salva do tédio. personificação do meu surrealismo escondido.

talvez eu esteja falando muito "talvez" ultimamente e é provável que eu esteja mais perdida do que sempre fui (o que me larga no meio de verdades e inverdades aleatórias estranhamente [su]reais). tive uma professora de filosofia que tinha um fusca azul e usava muito batom vermelho e sempre dizia que não há verdade no mundo além das que nós inventamos pra ele. eu não achava a afirmação lógica na época já que vivia em verdades medíocres... talvez a verdade seja o fato a mudar.

talvez seja possível que eu já não faça o menor sentido.