<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-343077576396058536</id><updated>2011-07-07T22:17:30.001-07:00</updated><title type='text'>entre linhas</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://reflexoneon.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/343077576396058536/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexoneon.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>M.F.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1jhUnMjiY2k/TC181GKKYBI/AAAAAAAAB1w/KZkDPDmyMGg/S220/eu-oculos5.png'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>17</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-343077576396058536.post-2467724749212869313</id><published>2009-08-29T20:06:00.000-07:00</published><updated>2009-08-29T20:07:05.478-07:00</updated><title type='text'>MUDEI!</title><content type='html'>Tava na hora, né?&lt;br /&gt;Se alguém ainda lê isso aqui, entre em: &lt;a href="http://hiperbolepatologica.blogspot.com/"&gt;http://nasentre-linhas.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E comente :D&lt;br /&gt;Beijos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/343077576396058536-2467724749212869313?l=reflexoneon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/343077576396058536/posts/default/2467724749212869313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/343077576396058536/posts/default/2467724749212869313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexoneon.blogspot.com/2009/08/mudei.html' title='MUDEI!'/><author><name>M.F.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1jhUnMjiY2k/TC181GKKYBI/AAAAAAAAB1w/KZkDPDmyMGg/S220/eu-oculos5.png'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-343077576396058536.post-4636257279562629544</id><published>2009-03-01T18:11:00.000-08:00</published><updated>2009-03-01T18:23:44.739-08:00</updated><title type='text'>desabafos de um começo assustador.</title><content type='html'>era meia-noite do último dia 31 de dezembro quando eu prometi pra mim mesma que 2009 iria mudar muitas coisas. a lista de resoluções já não era a mesma. talvez mais realista, talvez mais ambiciosa, mas, de uma forma ou de outra, concreta. me recusei a fazer planos que não tivesse a real intenção de cumprir já que isso eu fiz durante longos anos e só me trouxe frustração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e amanhã começam as aulas. voltar à faculdade. isso me parece um passo tão longo que chego a ter a sensação que minhas pernas encolheram. o total isolamento do ano passado, a fobia social, o pânico de julgamento que se instalou nos meus dias... tudo fez com que eu chegasse a esse ponto com medo de voltar ao normal. voltar à rotina, à vida. conviver com pessoas DIARIAMENTE já me parece um monstro de 207 cabeças. medo, sempre medo. lembro que uma vez eu li "você não pode adiar a vida até estar pronto" e isso mudou tudo. talvez seja por aí. ninguém está realmente pronto. nunca. mas as pessoas simplesmente não param. elas continuam, elas seguem em frente, elas vão perdendo coisas pelo caminho, mas elas não param pra sofrer a perda. já dizia a frase que eu guardo no meu quadro de avisos: "a vida é como andar de bicicleta, você só perde o equilibrio se parar de pedalar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu provavelmente perdi o equilibrio e caí. passei algum tempo no chão com um terrível pânico de voltar a andar. mas a vida é isso, não é? é continuar pedalando no matter what. com o joelho ralado, com a roupa rasgada, com as pernas cansadas... mas não parar porque, se parar, cai. enfim eu volto pra bicicleta. medo, medo, medo. medo de cair, medo de não ter força, medo de ter esquecido de como se pedala. mas foda-se, vou respirar fundo e continuar porque esse ano eu fiz uma promessa que eu não pretendo quebrar. vou dar um jeito na minha vida. ainda que eu escolha a faculdade errada, ainda que me doa às vezes, ainda que as coisas não cheguem à perfeição que eu almeijo... vou levantar e pedalar. se eu for pra direção errada, eu volto, começo de novo, ando por alguns caminhos pra chegar ao caminho mais certo depois. mas não vou parar de pedalar! não esse ano. esse ano eu DISSE que ia ser diferente. eu disse que não ia ser como todos os outros em que eu falo, falo, falo e não faço nada. então tá, o primeiro passo eu já dei: as aulas começam amanhã. agora só me resta tirar força nem que seja do útero pra continuar o movimento. na realidade, força eu sei que eu tenho. só me resta a disponibilidade pra suar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/343077576396058536-4636257279562629544?l=reflexoneon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/343077576396058536/posts/default/4636257279562629544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/343077576396058536/posts/default/4636257279562629544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexoneon.blogspot.com/2009/03/desabafos-de-um-comeco-assustador.html' title='desabafos de um começo assustador.'/><author><name>M.F.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1jhUnMjiY2k/TC181GKKYBI/AAAAAAAAB1w/KZkDPDmyMGg/S220/eu-oculos5.png'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-343077576396058536.post-134274428262899241</id><published>2009-02-08T05:05:00.000-08:00</published><updated>2009-02-08T05:10:44.846-08:00</updated><title type='text'>sobre quem não sabe jogar</title><content type='html'>"o sentimento do amor não-correspondido é diferente, íntimo, impiedoso. é como jogar uma bola para o céu e ela, desafiando a gravidade, desaparecer. e é impossível não ficar ali esperando ela voltar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;li isso hoje e fiquei pensando.&lt;br /&gt;acho que a bola que eu joguei voltou de forma tão errada, torta e diretamente na minha cabeça que me fez desmaiar por meses. tem gente que não sabe jogar, talvez. não sabe medir a força, joga meio fraco, joga forte demais, joga pro outro lado ou demora demais pra decidir se joga ou não. mas depender de outro jogador é sempre assim. meio estressante, meio frustrante, meio inesperado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o lado bom é que o desmaio acabou. &lt;br /&gt;o lado ruim é que eu perdi minha bola. :)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/343077576396058536-134274428262899241?l=reflexoneon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/343077576396058536/posts/default/134274428262899241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/343077576396058536/posts/default/134274428262899241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexoneon.blogspot.com/2009/02/sobre-quem-nao-sabe-jogar.html' title='sobre quem não sabe jogar'/><author><name>M.F.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1jhUnMjiY2k/TC181GKKYBI/AAAAAAAAB1w/KZkDPDmyMGg/S220/eu-oculos5.png'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-343077576396058536.post-8925403458297006120</id><published>2009-01-09T14:41:00.000-08:00</published><updated>2009-01-09T15:31:46.754-08:00</updated><title type='text'>control freak.</title><content type='html'>ontem fiquei vendo um programa sobre a vida da victoria beckham. aos desinformados: ex-integrante das spice girls, mulher de david beckham, ícone da moda, rata de desfiles e anoréxica não-assumida. para quem quiser lembrar, ela é a skinny bitch dessa foto &lt;a href="http://thebosh.com/upload/2007/10/02/Victoria-Beckham1.jpg"&gt;aqui&lt;/a&gt;. enfim, o fato é: a mulher é um fósforo. e, pra ser sincera, eu nunca fui com a cara dela. sempre achei algo estranho ali. ela era sempre tão séria, sempre olhando pra todos os lados nos eventos de tapete vermelho e derivados. estranho, realmente estranho. então lá fui eu saber a origem do drama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a história começa nos 18 anos dela. infinitamente menos magra mas igualmente insegura. tímida, neurótica, sempre com medo que a sua pele ruim ou seus dentes separados ou seu teórico excesso de peso (inexistente) aparecesse em fotos e vídeos. sempre querendo parecer perfeita. logo depois as spice girl começam e, rapidamente, atingem o auge. e, com a mesma rapidez, acabam. o casamento com david beckham e, posteriormente, a presença em diversos desfiles garantem a ela uma fama ainda maior. mas o que a mantem nos tablóides e na boca das pessoas não é uma coisa nem outra. é o peso. o peso e todas as fotos em que cada osso dela aparece com uma clareza perfeita, uma nitidez assustadora. e pior: a mesma obsessão por parecer perfeita. quando você pára pra observar cada entrevista ou aparição da victoria beckham você percebe que os olhos dela vão passando por todos os fotógrafos com um medo nítido. cada movimento dela é meticulosamente arquitetado pra que nenhuma boca torta estrague sua foto. a mesma neurose, a mesma insegurança. obcecada pela perfeição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;então o programa acaba e eu me pergunto: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;o que exatamente me separa de victoria beckham?&lt;/span&gt; que o meu peso está longe do ideal não é novidade pra ninguém. mas talvez a minha loucura fique por baixo dos panos. talvez muita gente não saiba que eu não permito que ninguém tire fotos minhas ou que eu já fui escondida pegar câmeras que continham fotos em que eu não estava bem pra poder apagar. as minhas fotos são meticulosamente tiradas e, de 100, eu gosto de 1. pra que aí então entre o photoshop e, só assim, ela possa ser devidamente utilizada. é provável que, se eu fosse famosa, eu enlouquecesse exatamente como ela. ficaria neurótica com os mil flashes, choraria por dias seguidos e me trancaria em casa cada vez que uma foto ruim minha fosse divulgada. sim, eu admito, eu sou obcecada pela perfeição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas então o que me separa, afinal? porque, veja bem, victoria é obcecada pela perfeição, pela magreza, pela beleza. e ela faz por onde. ela fica sem comer, ela faz o que for preciso. anorexia é isso, afinal, não é? é não medir esforços pra atingir a perfeição sem perceber que ela não existe e, antes dela, vem a morte. mas, que coincidência, eu também quero a perfeição! eu também não sei assimilar que ela não existe. então porque diabos eu fico parada e não faço nada? porque eu e victoria beckham pensamos IGUAL e agimos diferente? porque ela pára de comer e fica parecendo um graveto enquanto eu continuo comendo e fico igual a um hipopótamo? AONDE mora a diferença? sinceramente, eu não sei explicar. e parece piada mas não é. talvez os dois extremos sejam igualmente patéticos. mas uma coisa é certa: o extremo dela faz mais sentido. é, no mínimo, uma demonstração do que ela quer. ainda que exagerada e sem limites. mas e eu? dizer que quero uma coisa e fazer outra, o que é isso, afinal? eu realmente não me entendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;me pergunto se um dia eu vou realmente estar satisfeita em frente ao espelho. se um dia eu for magra talvez seja um passo pra própria anorexia em si. a perfeição que eu busco é incansável, é doentia. só quem convive comigo e assiste de camarote pode perceber. talvez a sorte seja o fato deu ser pobre e desconhecida. porque uma coisa é certa: se eu fosse famosa já tinha enlouquecido com a exposição e a falta de controle diante dela. e se eu fosse rica já teria feito tantas plásticas pelo corpo todo que teria virado um manequim. imóvel e artificial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_1jhUnMjiY2k/SWfeOMeA6fI/AAAAAAAAAeM/qYDQm7PmkY4/s1600-h/manequim.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 264px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_1jhUnMjiY2k/SWfeOMeA6fI/AAAAAAAAAeM/qYDQm7PmkY4/s400/manequim.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5289440622816586226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;i don't care if it hurts, i wanna have control.&lt;br /&gt;i want a perfect body, i want a perfect soul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(creep - radiohead)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/343077576396058536-8925403458297006120?l=reflexoneon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/343077576396058536/posts/default/8925403458297006120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/343077576396058536/posts/default/8925403458297006120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexoneon.blogspot.com/2009/01/control-freak.html' title='control freak.'/><author><name>M.F.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1jhUnMjiY2k/TC181GKKYBI/AAAAAAAAB1w/KZkDPDmyMGg/S220/eu-oculos5.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1jhUnMjiY2k/SWfeOMeA6fI/AAAAAAAAAeM/qYDQm7PmkY4/s72-c/manequim.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-343077576396058536.post-7239487907887270155</id><published>2008-12-29T17:34:00.001-08:00</published><updated>2008-12-29T18:09:59.652-08:00</updated><title type='text'>desabafo-natalino.</title><content type='html'>estava eu ouvindo meu anual hino de natal "all i want for christmas" quando lembrei do filme através do qual eu conheci a música: "simplesmente amor". é um filme bobo, simples, doce e despretensioso mas incrivelmente apaixonante (pelo menos pra mim). de alguma forma, ele consegue ser inocentemente encantador - e isso sem sequer considerar as presenças de peso do meu querido alan rickman e minha maravilhosa emma thompson. aliás, o elenco é uma das coisas que eu mais amo. colin firth, hugh grant e outras preciosidades da minha lista de paixões. as I said, nada grandioso nem genial. é simplesmente doce. simplesmente amor. :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e, pensando no filme, eu lembrei de uma das cenas que eu mais amo. "just because it's christmas and at christmas you tell the truth". no natal a gente fala a verdade? eu sempre acreditei nisso. recebi (e fiz) revelações no dia 24/25 e nunca me arrependi. como eu já disse em outro post, a magia do natal engloba todo e qualquer tipo de coisa, torna as coisas mais... suaves. eu não sei mas tudo parece mais doce no natal. e hoje, em pleno dia 29, eu percebi que esse ano eu não fiz isso. esse ano eu traí meu ideal natalino. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sendo assim... eu deixo minha verdade: se um dia você passar por aqui - e eu sei que se você passar você VAI saber que eu me referi a você e ninguém mais - eu deixo a minha excepcional sinceridade. sim, eu mantenho ressentimentos, eu mantenho muito dentro de mim. muito do que eu não deveria manter. mas também guardo todos os sorrisos e cores - esses, principalmente, eu não sei jogar fora embora me destruam. e, apesar de tudo, sabe, eu não posso lembrar com ódio de nada. talvez com dor mas nada muito negativo. sempre foi tudo leve e doce demais, impossível lembrar de outra forma, impossível não sentir uma falta absurda que me arromba o peito. e embora eu saiba disso, embora isso acabe comigo, embora eu tente arduamente pensar em qualquer outra coisa que não seja você, eu tenho certeza que alguma parte de mim vai lembrar de tudo ainda que eu alcance os 100 anos. e vai lembrar com a ingenuidade doce de sempre. de quem ama e cala mas nem por isso deixa de amar. e eu me recuso a dizer os clichês mais clichês de "eu amo você" mas - só porque é natal e no natal a gente diz tudo - eu falo o que me resume: to me, you are perfect. (and always will be)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/343077576396058536-7239487907887270155?l=reflexoneon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/343077576396058536/posts/default/7239487907887270155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/343077576396058536/posts/default/7239487907887270155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexoneon.blogspot.com/2008/12/desabafo-natalino.html' title='desabafo-natalino.'/><author><name>M.F.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1jhUnMjiY2k/TC181GKKYBI/AAAAAAAAB1w/KZkDPDmyMGg/S220/eu-oculos5.png'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-343077576396058536.post-5574423414493437034</id><published>2008-12-24T15:53:00.001-08:00</published><updated>2008-12-24T16:17:36.479-08:00</updated><title type='text'>christmas is all around you.</title><content type='html'>então é natal. faz tempo que eu não posto aqui... mas, sabe deus porque, senti necessidade de vir sendo esse o dia que é. natal é uma data engraçada. eu não gosto de dia das mães ou dia dos pais e sou egoísta o suficiente pra - de todas as datas comemorativas - gostar apenas do meu aniversário. carnaval e seus sambas me irritam levemente, festa junina só serve pra comer salsichão e páscoa sempre me engorda consideravelmente (não que natal não o faça). mas natal... natal tem alguma magia inexplicável que me envolve durante TODO o ano. sim, o ano inteiro eu espero o natal! desde criança, desde sempre, inexplicavelmente. é só chegar perto a data que as vitrines começam a me encantar de forma absurda com todas as luzes, cores e bonecos de neve. montar a árvore é quase um ritual, o dia 24 em si é esperado com uma pressa surreal e tudo que envolva a decoração natalina me enche os olhos. sem que se tenha uma real explicação. meu natal sempre foi normal. nunca tive família grande, nunca esperei 0h pra ceia nem nunca tive os natais de filme que eu sempre sonhei. :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas sempre existiu alguma magia invisível que eu nunca soube explicar. dia 24 e dia 25 sempre foram povoados de acontecimentos inusitados que vinham, quase como milagres, me surpreender positivamente. parecia até coisa de filme. telefonemas, amores, sonhos. minha noite de natal sempre foi típica dos filmes de sessão da tarde. a magia natalina, os milagres, uma sensação inexplicavel que permanentemente sobrevoava os ambientes conforme dezembro chegava ao fim. era o começo pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;então agora me encontro em mais um deles. talvez esse estivesse sob circunstâncias duvidosas. um jantar cancelado devido às minhas agradáveis cólicas menstruais. dormir a tarde inteira, acordar querendo vomitar. inusitado. chegar na sala e encontrar pessoas JÁ comendo. comer assistindo a reportagem sobre os pobres que viraram milionários. comer doce e passar mal de novo. receber o mar de presentes que eu, honestamente, duvido que realmente mereça mas que, como toda boa criança mimada, sempre recebi com um sorriso pretensioso no rosto. e livros e livros, adoro livros, meu celular querido com o qual eu quero me casar de tão lindo que ele é. minha câmera digital nova porque a minha estava pronta pra dar entrada no hospício, minha agenda maravilhosa que - depois dos cadernos - é meu vício maior, outro caderno de anotações, uma carteira pra substituir a minha pela qual eu sou apaixonada mas que rasgou. e por aí vai... e, no meio disso tudo, o livro: "cartas a um jovem escritor". não posso dizer que foi o presente preferido mas ficou no top five e isso é fato. agora que acabei de ler "o escaravelho do diabo" e estou no final de "os elefantes não esquecem", essa será minha próxima leitura. espero que me seja útil. :) afinal, quando a gente descobre que quer ser escritor, como faz, hein? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;letras que me espere e seja o que deus quiser. papai noel vai me mandar boas vibrações que eu sei. o bom velhinho sempre vem e disso eu tenho certeza. 18 anos estampados nas minhas rugas precoces e eu encho a boca pra dizer que papai noel pra mim existe. e nunca vai deixar de existir. não pra quem acredita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;feliz natal pra vida ainda existente nesse blog - caso haja alguma. :*&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/343077576396058536-5574423414493437034?l=reflexoneon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/343077576396058536/posts/default/5574423414493437034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/343077576396058536/posts/default/5574423414493437034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexoneon.blogspot.com/2008/12/christmas-is-all-around-you.html' title='christmas is all around you.'/><author><name>M.F.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1jhUnMjiY2k/TC181GKKYBI/AAAAAAAAB1w/KZkDPDmyMGg/S220/eu-oculos5.png'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-343077576396058536.post-3032966884340185249</id><published>2008-12-03T22:03:00.000-08:00</published><updated>2008-12-03T22:41:12.995-08:00</updated><title type='text'>entre-linhas.</title><content type='html'>"as palavras me antecedem e ultrapassam, elas me tentam e me modificam. e, se não tomo cuidado, será tarde demais: as coisas serão ditas sem eu as ter dito." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"eu escrevo como se fosse para salvar a vida de alguém, provavelmente a minha própria vida. viver é uma espécie de loucura que a morte faz."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- clarice lispector.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;livros, livros, livros, palavras, letras, acentos, pontos, vírgulas. estranho ver como as coisas tomam forma sem que eu sequer tenha planejado. frases simplismente se formam, palavras se juntam, letras me comprometem eternamente pelo simples ato de existir. é uma coisa estranha escrever. não quero me deixar ser lida assim, é como ser um livro aberto. mas sei que engolir é impossível pois elas me desceriam queimando, rasgando, cortando cada limite meu. de fato, eu escrevo pra salvar a minha vida. e venho tendo sucesso nisso já que as vezes em que eu tinha certeza que não havia nada mais que me prendesse ao mundo eram sempre as palavras que iam me resgatar. e me resgataram diversas vezes, me tiraram do inferno. cada vez que a auto-destruição me sugava mais uma vez pro vácuo, a cada beira de abismo, a cada gota de sangue que caía dos meus pulsos e tentativa mal sucedida de dormir pra sempre, eram as letras que vinham me abraçar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu sempre lembro da menina no filme "geração prozac" dizendo uma das falas que mais me marcou: writting can't save me. a vida dela, a cabeça deturpada, o nó que ela vivia e no qual ela se afogava, as psicólogas falando, os remédios pra acalmar, auto-multilação, álcool pra esquecer, era tudo um perfeito retrato meu. e ela escrevia, escrevia compulsivamente, escrevia dias a fio ainda que às vezes as palavras tentassem fugir. e, quando nem letras restavam, aí era o fim da linha: writting can't save me. mas salvou, escrever salvou ela. ela: elizabeth wurtzel, escritora de "prozac nation" que deu origem ao filme. eu, que sou a própria lizzy de fato, não cheguei à minha cena final. e, embora escrever me salve, eu ainda me questiono até que ponto as palavras vão me acompanhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não acho que hoje em dia eu já possa ser considerada uma pessoa equilibrada mas, embora tudo seja caos, os meus pulsos só mostram cicatrizes. são feridas fechadas que já não dóem ou incomodam mas às vezes abrem, fazendo questão de provar sua existência. e me lembrando o quanto respirar sempre foi cansativo. o quanto a hipótese de parar meu coração sempre foi a mais tentadora de todas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/343077576396058536-3032966884340185249?l=reflexoneon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/343077576396058536/posts/default/3032966884340185249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/343077576396058536/posts/default/3032966884340185249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexoneon.blogspot.com/2008/12/entre-linhas.html' title='entre-linhas.'/><author><name>M.F.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1jhUnMjiY2k/TC181GKKYBI/AAAAAAAAB1w/KZkDPDmyMGg/S220/eu-oculos5.png'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-343077576396058536.post-4991097680876141003</id><published>2008-11-25T18:48:00.000-08:00</published><updated>2009-01-05T18:50:08.540-08:00</updated><title type='text'>os elefantes não esquecem</title><content type='html'>eu sempre falei do amor. eu sempre praguejei, eu sempre acusei, eu amaldiçoei aos sete ventos de todas as formas possíveis o que as pessoas chamam de amor. eu era a que dizia que ele não valia a pena, que a dor era forte demais, os sorrisos nunca compensariam. e não, não compensaram. eu tive o coração arrancado, pisoteado, quebrado em milhões de pedaços de mil formas imagináveis. pedaços que eu não recuperei, que se soltaram pelo caminho e eu nunca tive de volta. meu coração é colado, remendado, alejado e incompleto. e eu não cheguei sequer aos 19.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas, sabe, eu não sei amar. eu nunca soube amar. eu fiz das pessoas o centro da minha vida, eu fiz da vida delas a minha e nada mais valia a pena quando a ausência delas se fazia presente pra mim. o ciúmes era sempre enlouquecedor demais, era corrosivo, a dependência era asfixiadora. sempre com muita intensidade, sempre feito um vulcão, um tsunami, nada mais existia porque tudo era varrido de mim. o foco era aquilo e só, o foco era você. você e nada mais porque pra mim só existia você. rotina, atividades, compromissos e planos eram NADA porque existia um você pra me consumir 100%. você, você, você, 24 horas por dia, você. e quando não fosse você, seria um outro você. mudaria cabelo, endereço, nome e telefone, mas a minha forma de amar continuaria exatamente a mesma merda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e aí a gente pensa: "então porque NÃO mudar?" porque quando acontece você não sente. você tá no meio do furacão, você não enxerga. parece besteira quando tudo acontece, ainda que os outros te digam, parecem palavras vazias tentando te tirar do mundo cor-de-rosa. nada parece ter a importância que aquela determinada voz tem, nada no mundo parece ser relevante diante daquele determinado sorriso. sorriso de miragem que se desfaz segundos depois. e, quando se desfaz, você olha ao redor e TUDO que estava ali antes parece ser insignificante demais. é como colocar um elefante dentro de uma sala minúscula e depois de um tempo retirar. depois dele, ela &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;sempre&lt;/span&gt; vai parecer vazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observação: o título parece estranhamente surreal pro post mas, acredite, existe algum sentido subentendido. ou assim eu espero. e é uma frase que eu gosto muito e que, por sinal, é o nome de um livro da agatha christie. e, bem, quando se trata de não esquecer... eu sou o próprio elefante (em todos os sentidos).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/343077576396058536-4991097680876141003?l=reflexoneon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/343077576396058536/posts/default/4991097680876141003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/343077576396058536/posts/default/4991097680876141003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexoneon.blogspot.com/2008/11/os-elefantes-nunca-esquecem.html' title='os elefantes não esquecem'/><author><name>M.F.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1jhUnMjiY2k/TC181GKKYBI/AAAAAAAAB1w/KZkDPDmyMGg/S220/eu-oculos5.png'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-343077576396058536.post-8693644602756795170</id><published>2008-11-17T18:46:00.000-08:00</published><updated>2008-11-17T20:03:44.364-08:00</updated><title type='text'>ego.</title><content type='html'>shit, shit, SHIT. opiniões, opiniões, opiniões. afinal, porque DIABOS opiniões me afetam tanto? é impressionante porque em qualquer área, em qualquer aspecto, minha aversão a julgamentos contradiz o ditado que a corda sempre arrebenta no lado mais fraco. NÃO, não arrebenta, arrebenta por todos os lados. os fortes e os fracos e qualquer um deles. arrebentam violentamente cada vez que eu ouço qualquer mísero comentário que me desagrade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quando se trata de aparência é ponto fraco, é dedo enfiado na ferida, fato. talvez nesse caso seja algo mais imediato, me atinge no exato instante com uma agressividade absurda. é mais intenso porque funciona como um estalo que acorda todas as memórias de passados esquecidos que sobem do inferno pra me perseguir. mas quando se trata de pontos fortes, a força do tapa parece ser a mesma. tapa estalado no meio da cara gritando junto "VOCÊ É UMA MERDA".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e eu digo ponto forte porque são as poucas coisas que eu acredito ser um pouco boa. aquelas que eu me orgulho em algum ponto, aquelas que me trazem algum sorriso de reconhecimento. e me atingir logo nelas é atirar em pássaro voando. é queda de coqueiro alto e grande cujo tombo é tão grande quanto. tudo que me leva a crer na velha verdade que mora em mim: "se nem nisso eu sou boa, então, afinal, eu sou boa em QUE?" pra que aí, então, o espelho responda: "em nada, imbecil."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/343077576396058536-8693644602756795170?l=reflexoneon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/343077576396058536/posts/default/8693644602756795170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/343077576396058536/posts/default/8693644602756795170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexoneon.blogspot.com/2008/11/ego.html' title='ego.'/><author><name>M.F.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1jhUnMjiY2k/TC181GKKYBI/AAAAAAAAB1w/KZkDPDmyMGg/S220/eu-oculos5.png'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-343077576396058536.post-7734332630490680599</id><published>2008-11-11T21:03:00.000-08:00</published><updated>2008-11-11T21:17:54.708-08:00</updated><title type='text'>a dormência que antecede a morte.</title><content type='html'>seria mais fácil chegar aqui e dizer o quanto eu estou sufocada e escrever sobre como meus dias tem passado em vão e o quanto eu caio em profundo desespero. é mais fácil escrever sobre desespero, sabe? difícil é escrever sobre dormência. sobre não sentir nada, sobre não ter vontade, não ter vida e ver os dias passando exatamente iguais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;talvez seja outra face do desespero mas, se for, eu diria que é mais desesperadora ainda. eu viro minhas noites perdida nem sei por onde, eu me joguei por completo no lixo, eu não tenho a menor vontade de fazer nada, falar com qualquer um me custa um esforço fora do normal. minha neurose tomou todas as possíveis áreas da minha vida de forma que eu não consiga ficar em um ambiente com mais de 2 pessoas sem achar que elas estão falando de mim, reparando em mim, criticando a mim e conspirando contra mim. meu humor muda em questão de minutos e meu corpo implora pra que eu fique na cama e durma pra sempre porque é só quando ele se sente bem. a todo o tempo do mundo eu sinto falta de mãos e abraços mas qualquer um deles que chegue perto me parece nitidamente o vulto perfeito de outro monstro. todos são vultos perfeitos de monstros, mais uns dos meus monstros e fantasmas do passado que, atualmente, correm por todos os lugares me deixando permanentemente assustada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;minha vontade é não cair aqui e é por isso que eu escrevo. só o que me salva é escrever porque é quando eu escrevo que eu fujo e aí dá pra respirar. escrever me esclarece de certa forma e me mantem no alto, no alto e no irreal. porque assim é mais fácil, sabe? e, quando alguma coisa me puxa, a queda é tão forte, é tão violenta, que cada vez eu vou subindo mais alto. não quero descer. transtorno de humor, fobia social, pânico, auto-isolamento, CAOS, CAOS, CAOS - não vejo motivos pra descer se aqui eu tô no inferno. se aqui, afinal, eu sou uma morta que ainda não parou de respirar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/343077576396058536-7734332630490680599?l=reflexoneon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/343077576396058536/posts/default/7734332630490680599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/343077576396058536/posts/default/7734332630490680599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexoneon.blogspot.com/2008/11/dormncia-que-antecede-morte.html' title='a dormência que antecede a morte.'/><author><name>M.F.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1jhUnMjiY2k/TC181GKKYBI/AAAAAAAAB1w/KZkDPDmyMGg/S220/eu-oculos5.png'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-343077576396058536.post-5776621252774789946</id><published>2008-11-09T19:33:00.000-08:00</published><updated>2008-11-09T20:01:17.515-08:00</updated><title type='text'>válvulas de escape</title><content type='html'>eis que chego a conclusão que escrever é um ato de salvação. nada pode salvar mais do que o ato de escrever. de diferentes formas, em diferentes níveis, com diferentes focos, mas é a escrita que salva... antes, eu escrevia quase que por uma necessidade interior básica. era um ato quase involuntário, era vômito literário, era um grito resumido em palavras. porque era exigir demais de mim ser quem eu era sem que eu tivesse ao menos uma válvula de escape. então era ela, era a escrita, era a válvula de escape por onde meus dramas fugiam pra que eu conseguisse esvaziar a cabeça e respirar por algum tempo. e era eu, a todo o tempo o foco era eu, sempre eu. mesmo quando visto de outros ângulos, era sempre eu. porque tendo um furacão por dentro, seria difícil demais sequer olhar pra outro alguém, que dirá escrever sobre ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e, hoje, vejo que a salvação tem diferentes aspectos ainda mais profundos do que se pode imaginar. hoje não aguento escrever sobre mim porque não suporto mais lidar com o furacão. 18 anos se passaram e, a cada dia, ele me dá mais dores de cabeça e olheiras sob os olhos. então, ao invés de discutir com meus intensos montros, resolvi fugir deles. fugir deles é mais prático, mais covarde, sem dúvida. mas me leva a uma forma de escrita que antes não me passava pela cabeça e hoje toma meus dias por completo: fantasia. fantasiar é preciso. :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e aí chega a ser mais engraçado ainda porque passar muito tempo sem escrever é quase como pausar uma vida, deixá-la esperando por você, atrasar a ordem dos acontecimentos. ficar muito tempo sem escrever é como matar lentamente os personagens que não passam de míseras crianças dependentes. dependendo da sua bom vontade, imaginação, bom humor, mãos e criatividade para existirem, tomarem forma e rumos pela história. e você - que não controla nem a própria vida - passa a ser deus na vida de maquete onde você inventa e desinventa como bem entender. vivendo histórias que não são suas, se apegando a pessoas que não são reais. é como brincar de casinha escrever. mexer as bonecas e arrumar os cenários, formando casais e personalidades. e, junto, salvar. salvar a história que sem você não anda, salvar os personagens que sem você não vivem, salvar a rotina do tédio com imaginações férteis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pra, depois de um tempo, se perguntar quem salva você enquanto você salva os outros. se perguntar, afinal, a vida de quem realmente continua pausada esperando a paciência do escritor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/343077576396058536-5776621252774789946?l=reflexoneon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/343077576396058536/posts/default/5776621252774789946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/343077576396058536/posts/default/5776621252774789946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexoneon.blogspot.com/2008/11/vlvulas-de-escape.html' title='válvulas de escape'/><author><name>M.F.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1jhUnMjiY2k/TC181GKKYBI/AAAAAAAAB1w/KZkDPDmyMGg/S220/eu-oculos5.png'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-343077576396058536.post-7700957773917495600</id><published>2008-11-01T21:37:00.000-07:00</published><updated>2008-11-01T22:28:59.623-07:00</updated><title type='text'>i don't need to make sense</title><content type='html'>3 livros em 1 mês. 3 livros, páginas jogadas, dias inteiros e pesquisas desesperadas. inspiração que corre solta pela janela e mistura de tudo quanto é vontade de escrever com tudo que aparece clara e nitidamente na minha cabeça. sabe deus porque eu fechei os comentários aqui - and who cares after all?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sabe, a pior coisa que existe é NÃO conseguir expressar o que você tem na cabeça. parece que prende, sufoca, entala. e embora eu leia desesperadamente, embora eu tente arduamente definir o que vai ser daqui pra frente, ouça músicas e veja filmes e desperdice páginas no word com frases dignas de ir pro lixo, nada nada nada expressa o "você" que agora dança na minha cabeça dia e noite. ou o mundo paralelo que você acompanha, que você trás pra mim a cada abraço quente. talvez não haja como expressar, seja paralelo demais e todo mundo sabe que eu nunca soube muito bem escrever sobre fantasia. engraçado, inclusive, a rainha dos contos-de-fada não saber expressar os que ela tem dentro da sua cabecinha estranha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas, é, é como um filme do tim burton. talvez as sombras magníficas que se formam nas paredes do meu quarto estejam predestinadas a ficar lá enquanto eu não souber falar. talvez meus textos estejam predestinados a fazer cada vez menos sentido enquanto eu me caso de vestido e véu branco com a minha imaginação surrealista. enquanto me caso de vestido e véu branco com você e meu reino de risadas espalhadas. meu quarto é, de fato, um poço de pensamentos misturados e inventados, uma sopa de universos imaginários. mas nenhum sai daqui e nenhum entra em mim. eu espalho, eu assopro mas eles desaparecem. são como monstros embaixo da cama ou fantasmas incolores. então eu tento, tento, tento, tento buscar algum deles, tento deixar de lado minha crítica obsessiva, tento voltar a mandar o mundo inteiro se foder diante do que EU bem quiser escrever (talvez esse seja o objetivo de tirar os comentários). e tento, principalmente, tirar você de mim porque, assim, talvez, você traga junto todo o resto. ou talvez porque quando você estiver escrito eu vou poder, finalmente, respirar e abrir os olhos pro resto. talvez, muito provavelmente, você é quem esteja bloqueando o trânsito. e talvez eu é que seja a boba porque sempre quis escrever as pessoas que moravam dentro de mim pra expelir elas e só o que dei a elas foi imortalidade. mas talvez - e isso é certo - você seja diferente de tudo. de fato, diferente de tudo e a personificação do que me salva do tédio. personificação do meu surrealismo escondido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;talvez eu esteja falando muito "talvez" ultimamente e é provável que eu esteja mais perdida do que sempre fui (o que me larga no meio de verdades e inverdades aleatórias estranhamente [su]reais). tive uma professora de filosofia que tinha um fusca azul e usava muito batom vermelho e sempre dizia que não há verdade no mundo além das que nós inventamos pra ele. eu não achava a afirmação lógica na época já que vivia em verdades medíocres... talvez a verdade seja o fato a mudar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;talvez seja possível que eu já não faça o menor sentido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/343077576396058536-7700957773917495600?l=reflexoneon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/343077576396058536/posts/default/7700957773917495600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/343077576396058536/posts/default/7700957773917495600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexoneon.blogspot.com/2008/11/i-dont-need-to-make-sense.html' title='i don&apos;t need to make sense'/><author><name>M.F.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1jhUnMjiY2k/TC181GKKYBI/AAAAAAAAB1w/KZkDPDmyMGg/S220/eu-oculos5.png'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-343077576396058536.post-8783115293844355469</id><published>2008-10-31T21:41:00.000-07:00</published><updated>2008-10-31T22:17:07.671-07:00</updated><title type='text'>all i need</title><content type='html'>não me importa a temperatura, sempre faz muito frio. sempre um frio cortante que desce com as lágrimas geladas e pontiagudas. sempre o frio das minhas mãos, sempre o frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;faz bastante tempo desde a última vez que eu pensei no seu abraço. e foi o último no qual eu pensei. o último que eu planejei durante todo tempo e, a cada dia que se passava parecendo que a espera ia romper, me trazia a sensação de que quando acontecesse ele seria único. seria uma colisão fatal, seriam cargas atraídas de forma extremamente forte, seria cola eterna pra não separar mais. e, ainda que eu pensasse, o abraço foi separado antes sequer de acontecer. mas depois dele não veio mais ninguém. depois dele nenhum outro braço me encostou, em nenhum outro pescoço eu respirei, em nenhum outro corpo me envolvi. eu que sempre fui a rainha dos abraços, dependente deles. eu que curava minhas dores com minha lista de abraços preferidos sempre capazes de me passar uma força inexplicável naquela ligação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e agora faz frio, sempre frio. não foi culpa sua, não lembro sequer do seu abraço. só não sei em que ponto perdi a proteção que me cercava. não lembro onde as costas largas e o peito pra desabar se esconderam que dessa vez não voltam. não seria justo dizer que me encontro sozinha ao mesmo tempo que talvez fosse mentira negar tal fato. mas talvez seja isso, eu sempre estive sozinha, talvez seja esse meu fato (porque eu não falo em destino). um daqueles pássaros que são feitos assim e pronto, não há quem mude: voa sozinho do dia em que nasce ao dia em que morre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e talvez (ou não) eu aceite assim.&lt;br /&gt;e talvez (ou não) eu nunca tenha, de fato, tido braços ao redor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e talvez - talvez - você que sente tanto frio quanto eu venha um dia me entregar teus braços. pra que a proteção se restaure e volte a existir aquele alívio em saber que tudo vai ficar bem - não se sabe como, onde, quando ou porque - mas vai, sempre vai. porque há braços. há braços e abraços.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/343077576396058536-8783115293844355469?l=reflexoneon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/343077576396058536/posts/default/8783115293844355469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/343077576396058536/posts/default/8783115293844355469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexoneon.blogspot.com/2008/10/all-i-need.html' title='all i need'/><author><name>M.F.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1jhUnMjiY2k/TC181GKKYBI/AAAAAAAAB1w/KZkDPDmyMGg/S220/eu-oculos5.png'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-343077576396058536.post-8392177772088301786</id><published>2008-10-26T14:50:00.000-07:00</published><updated>2008-10-26T15:19:50.660-07:00</updated><title type='text'>O QUE É ISSO, COMPANHEIRO?</title><content type='html'>Considerando que o MSN, orkut e todos os possíveis veículos online não me foram suficientes em expressar o TAMANHO da minha raiva e decepção com essa eleição, creio que só me reste esse blog que, afinal, deveria ser, de fato, meu lugar de desabafos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDUARDO PAES GANHOU. depois de todo o cinismo, toda a pouca vergonha, toda a propaganda de duas caras, a falta de ética e o NOJO incrustado nesse tipinho típico de políticos hipócritas. E pior: ganhou de forma suja. com memórias de urnas misteriosamente apagadas na zona sul, eleitores chegando pra votar e sendo informados que "já haviam votado" e por aí vai. SUJEIRA em cima de sujeira! falando de programas de governo em que os planos eram perfeitamente utópicos e suficientemente ilusórios pra ganhar os ignorantes inocentes que não percebiam que os planos seriam SÓ planos. e as promessas - politicamente corretas - seriam simples promessas. despejadas da boca pra fora com a cara lavada de quem não tem vergonha pela falta de honestidade. Cara lavada de quem já acha normal e banal ser mais um no meio do ninho de cobras engravatado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que eu acho mais surpreendente? não é o político, não, o político é o de menos. É o povo! é o povo que assite tudo acontecer e bate palma, que assiste às evidências dançando na lama e, AINDA ASSIM, chega à outra eleição e vota da mesma forma. o mesmo voto vazio, sem consciência, sem conhecimento, o povo NÃO sabe votar. e, diante de tudo, o que eu, afinal, posso fazer? além do que já fiz enquanto podia convencer indecisos ou declarar meu voto de esperança a alguém que SEMPRE mostrou uma honestidade limpa? o que EU posso fazer diante de políticos hipócritas subindo ao palanque e pessoas CEGAS aplaudindo embaixo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;PARABÉNS, carioca limitado, você vai ter o prefeito que MERECE!&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/343077576396058536-8392177772088301786?l=reflexoneon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/343077576396058536/posts/default/8392177772088301786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/343077576396058536/posts/default/8392177772088301786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexoneon.blogspot.com/2008/10/o-que-isso-companheiro.html' title='O QUE É ISSO, COMPANHEIRO?'/><author><name>M.F.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1jhUnMjiY2k/TC181GKKYBI/AAAAAAAAB1w/KZkDPDmyMGg/S220/eu-oculos5.png'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-343077576396058536.post-3947919699195664349</id><published>2008-10-25T08:49:00.001-07:00</published><updated>2008-10-25T08:49:33.041-07:00</updated><title type='text'>fabricação em série</title><content type='html'>por volta de 2005, aproximadamente, eu - seguindo a deusa que ocupava meu pedestal de ouro - abandonei meu meigo mundo cor-de-rosa e entrei em um que, teoricamente, se poderia ser mais livre. até então, minhas percepções eram deturpadas, meus sonhos bobos, minha realidade conveniente. era a loirinha que tinha mil amigas com quem trocar cartinhas vazias e dividir a esperança de encontrar o príncipe encantado. preconceituosa, limitada e ingênua como uma porta. e então encontro ela. ela que vivia em um mundo de auto-destruição, ela que passava os finais de semana se entupindo de álcool e nicotina, dava beijos triplos meio ao freak-show e participava de triângulos amorosos com homens e mulheres dos mais diferentes - e estranhos - tipos. ela que vestia preto, ela que era pálida, tinha um longo cabelo vermelho e parecia uma fada vinda de um lugar distante pra me salvar da mediocridade. ou - como eu descobriria adiante - vinda diretamente do inferno pra me levar ao submundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e, assim, passei desde então a nutrir um enorme desprezo por aqueles que ainda usavam o modelo que eu havia usado antes. pelas loiras, pelas cor-de-rosa, por aqueles cuja vida medíocre se resumia a festas, compras, praias e traições desfarçadas dentro do ninho de cobras. e, da mesma forma, passei a admirar aqueles outros que significavam o oposto de tudo. aqueles que eram diferente do padrão porque, por dentro, também não se encaixavam com nada ou ninguém. porque, por dentro, eram igualmente tortos, estranhos e singulares. exatamente como eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e eis que, precisos 3 anos depois, eu de repente percebo que, atualmente, todos esses tipos já me provocam náuseas. não me importa a roupa, não me importa o cabelo, já não me importa porque por dentro são todos igualmente medíocres e vazios. todos vivendo suas vidinhas em festas regadas a álcool e o que mais tiver, trocando e destrocando bocas e colecionando amigos no orkut. todos querendo aparecer um pouco mais, querendo ser um pouco mais e, usando diferentes tipos de artifício, se auto-afirmar. já não mostram por fora o reflexo de sua singularidade interior, muito pelo contrário, já obedecem ao padrão como mais uma ovelha de rebanho enquanto, por dentro, procuram alguma forma a mais de ganhar um holofote. incrivelmente vazios e entediantes dentro da contínua festa em que se colocam no cotidiano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de fato, nem posso criticar - embora já o esteja fazendo - porque, devo admitir, fui um deles. em todos os possíveis casos. passando finais de semana a álcool sem lembrar com quem tinha ido pra casa, colecionando amigas tão loiras quanto eu pra dividir a banalidade e, obviamente, querendo ser um pouco mais. querendo ser um pouco como ela, a fada que sempre me pareceu tão única e que, na realidade, era só mais uma e eu é que não tinha visto. e eu é que não tinha visto que todos eles eram só mais uns - e são. pregando uma personalidade que já nem existe enquanto trocam sua identidade por um lugar ao sol.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/343077576396058536-3947919699195664349?l=reflexoneon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/343077576396058536/posts/default/3947919699195664349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/343077576396058536/posts/default/3947919699195664349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexoneon.blogspot.com/2008/10/fabricao-em-srie.html' title='fabricação em série'/><author><name>M.F.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1jhUnMjiY2k/TC181GKKYBI/AAAAAAAAB1w/KZkDPDmyMGg/S220/eu-oculos5.png'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-343077576396058536.post-1208657919857608168</id><published>2008-10-21T13:22:00.000-07:00</published><updated>2008-10-21T14:02:01.312-07:00</updated><title type='text'>política e vazio</title><content type='html'>minha cabeça parece vazia. não acredito que, sob nenhum aspecto ou circunstância, minha vida tenha sido, dia sequer, mais vazia do que é agora. não escrever ou escrever em branco é pura conseqüência do não ter o que falar. e não tenho. inspiração zero, vontade zero, ânimo zero. pareço um zumbi sucumbindo às pequenas atividades do cotidiano que me preenche. mas quando passo os limites do vazio diário, nada enche meus olhos, nada me trás sorrisos, nada. não tenho o que falar porque não tenho o que sentir, não tenho nada. tenho fantasias imbecis, tenho realidades fictícias, tenho as vontades do que a minha vida poderia ser e não é. não foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;posso ir a livraria e pra que? posso ir aquela festa naquele lugar com aquelas pessoas mas pra que? pra que se a música não me enche os ouvidos, as letras passam reto pelos meus olhos e as pessoas que me cercam se esforçam e não conseguem me encostar? se eu sou tão sempre inalcançável da realidade e os que nela pousam? porque ela é sempre pra mim amarga demais, porque viver do que não vivo sempre parece mais doce. porque não vivo e não sei viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e, meio ao meu vazio, minha fobia social, meus transtornos de humor, minha falta de cuidado com tudo, minha maratona de dias na cama sendo torturada por fatos que ninguém enxerga a não ser eu, minhas dores de cabeça intermináveis, venho, então, falar de política - assunto que, aparentemente, chega a ser mais chato que a minha própria vida e pessoa. mas, não, venho fazer meu papel de revolucionária de sofá e colocar aqui o que pude colocar em todos os outros possíveis mil lugares:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"dia 25 e 26 de outubro, demonstrem sua posição política vestindo uma peça de roupa VERDE e aderindo a onda verde! o Rio agradece pela contribuição simples e silenciosa a um governo melhor! :) e divulguem!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SIM, divulguem! sim, vistam! parece pouco - e sempre parece - mas não é. aos que são gabeirenses como eu e acreditam que o rio merece alguém fora da sujeita e esse alguém é gabeira, VISTAM e divulguem! pelo amor de deus, brasileiros, o papel de palhaço JÁ DEU.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/343077576396058536-1208657919857608168?l=reflexoneon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/343077576396058536/posts/default/1208657919857608168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/343077576396058536/posts/default/1208657919857608168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexoneon.blogspot.com/2008/10/poltica-e-vazio.html' title='política e vazio'/><author><name>M.F.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1jhUnMjiY2k/TC181GKKYBI/AAAAAAAAB1w/KZkDPDmyMGg/S220/eu-oculos5.png'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-343077576396058536.post-8395186099417614304</id><published>2008-10-13T21:35:00.000-07:00</published><updated>2008-10-13T21:45:20.774-07:00</updated><title type='text'>indigestão</title><content type='html'>ninguém entende, ninguém pode entender. ninguém tá aqui quando acontece, eu não quero que ninguém esteja. eu não quero que vejam, eu não quero que entendam, quero poder forjar o que eles querem ouvir de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas e os filmes, os filmes, eles entendem, as músicas, porque nas músicas é tudo tão claro? porque viver dentro da minha caixa é suficiente quando ela é trancada? eu não quero sair, eu não quero nada. nessa hora eu não quero nada. e é o pior: não quero dormir mas não quero ficar acordada, quero ouvir alguma música mas tudo me cansa, quero fazer alguma coisa mas tudo me irrita. não quero ficar mas não quero ir, não quero falar mas não quero ficar em silêncio. e, de repente, tudo parece cansativo demais. é um enjôo que toma o corpo inteiro, um enjôo generalizado. nada, nada, nada. tudo nada. grita, pelo amor de deus, grita. mas não tem força, não quer gritar. então não grita. mas precisa. grita!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e fecha os ouvidos, faz parar. qualquer coisa que faça parar. cigarro, álcool, remédio, eu vendo a alma pra fazer parar, porra, eu vendo. esse enjôo, esse cansaço, tédio, esse nojo todo. tudo é nojo, tudo é pouco, tudo me faz enjoar. e o ruim de enjoar da vida é que não dá pra vomitar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/343077576396058536-8395186099417614304?l=reflexoneon.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/343077576396058536/posts/default/8395186099417614304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/343077576396058536/posts/default/8395186099417614304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reflexoneon.blogspot.com/2008/10/indigesto.html' title='indigestão'/><author><name>M.F.</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1jhUnMjiY2k/TC181GKKYBI/AAAAAAAAB1w/KZkDPDmyMGg/S220/eu-oculos5.png'/></author></entry></feed>
